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6 Responses to Contato

  1. Geiza Mara de A Santana disse:

    Sou formada no curso Superior de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, e curso algumas matérias como complemento, em Publicidade e Propaganda. Trabalho como revisora de textos da língua portuguesa e já me encontro familiarizada com a nova ortografia do português e a aplico em meu dia a dia.
    Um texto com uma linguagem correta, claro, que transmite sua mensagem de forma eficiente ao leitor, sem gerar dúvidas ou problemas de interpretação, é ponto fulcral para o sucesso do conteúdo que se deseja transmitir, seja o de uma obra literária, uma tese acadêmica ou uma peça publicitária. A revisão e/ou preparação são processos técnicos que têm como objetivo garantir a correção e a clareza de um texto, não de alterá-lo sem conhecimento de seu autor. O respeito às características da obra original e ao seu estilo é fundamental. Qualquer sugestão ou modificação textual só é realizada com autorização do autor.
    Coloco meus serviços à disposição.
    Geiza Mara

    (061) 8588-3072.

  2. Em anexo um texto que escrevi abordando o problema da violência, que,
    infelizmente, está se tornando uma verdadeira epidemia nacional.
    Autorizo o uso e a publicação. Abaixo, a transcrição do original:

    A JUSTIÇA BRASILEIRA E A CADEIRA DE RODAS

    Recentemente a grande imprensa veiculou notícia a respeito da prisão
    de membros de uma quadrilha que espalhava o terror no município de
    Trindade, Estado de Goiás. Segundo a reportagem(1), durante oito meses
    a polícia monitorou os passos dos criminosos, tendo comprovado que
    nesse período o grupo assassinou 24 pessoas. Em declaração pública, a
    delegada responsável pelo inquérito afirmou possuir “provas de sobra”
    para condenar todos os envolvidos, tendo apresentado, inclusive, uma
    das várias escutas telefônicas entre membros da quadrilha – gravadas
    pela polícia com autorização judicial – na qual o chefe transmitia
    para um dos subordinados ordens para execução de desafetos. Temos que
    elogiar o trabalho policial, que, ao desarticular o grupo e prender os
    criminosos trouxe segurança para a população, porém, é preciso
    consignar também que a forma como a investigação foi conduzida causou
    certa perplexidade.

    O nosso ordenamento jurídico garante a qualquer réu – especialmente em
    processos criminais – julgamento justo e imparcial, com direito ao
    contraditório e a ampla defesa. Além disso, o Artigo 5º, Inciso LVII
    da Carta Magna estabelece que “ninguém será considerado culpado até o
    trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Portanto, a
    presunção de inocência, é a regra legal. Sem acusação bem fundamentada
    e provas robustas, não haverá condenação em juízo. Ora, como o
    inquérito policial é elemento fundamental da peça acusatória do
    Ministério Público, deve ser muito claro, objetivo e acompanhado de
    amplo acervo de provas, de maneira a garantir a justa e adequada
    responsabilização penal do réu. Ocorre que produzir essas provas
    inquestionáveis, não é tarefa fácil. No caso específico da
    investigação no município de Trindade, a polícia precisou reunir
    provas dos diversos crimes cometidos pelo grupo (homicídios, formação
    de quadrilha, porte ilegal de armas, etc.) demonstrando de maneira
    clara e objetiva a participação de todos os membros da organização,
    estabelecendo em relação a cada um deles e para cada delito, questões
    como autoria, materialidade, tipicidade e outros, atendendo preceitos
    e normas vigentes. Sob tal ótica, parece razoável que, para obter
    “provas de sobra”, bem como para evitar qualquer injustiça e/ou
    arbitrariedade com os investigados, a polícia tenha demorado oito
    meses para concluir o inquérito contra a organização criminosa. É o
    preço que se pagou para garantir a inviolabilidade dos direitos
    constitucionais dos acusados. Entretanto, se a análise for feita
    levando em conta também os direitos e garantias constitucionais da
    sociedade, a conclusão será diametralmente oposta. De fato, não
    podemos perder de vista que, no curso da investigação, a polícia
    também deve garantir a inviolabilidade dos direitos constitucionais de
    todos os cidadãos – especialmente o direito a vida e o direito a
    segurança, nos termos do Artigo 5º, caput, da Carta Magna – quando
    ameaçados por indivíduos e/ou organizações criminosas. Ora, segundo as
    informações disponíveis, nos oito meses de monitoramento policial a
    quadrilha de Trindade assassinou 24 pessoas, o que nos dá uma média de
    um homicídio a cada dez dias. Isso nos permite concluir que se tratava
    de organização criminosa ativa, muito violenta e perigosa. Nesse
    contexto, não há como negar que para a sociedade, oito meses teria
    sido tempo excessivo para a polícia concluir o referido inquérito,
    especialmente em decorrência das suas perversas consequências para os
    cidadãos. Nesse particular, ressaltamos que a polícia estava gravando
    as conversas telefônicas entre os criminosos. Podemos supor com base
    no áudio disponibilizado (obviamente apenas um excerto de uma gravação
    mais ampla) que, tendo ciência da identidade da vítima, bem como da
    identidade de quem recebeu a ordem de execução, a autoridade policial
    monitorou ambos, acompanhando especialmente os atos criminosos
    preparatórios tais como a formação da equipe responsável diretamente
    pelo assassinato, obtenção de informações necessárias para a escolha
    da melhor hora e local para surpreender a vítima, bem como a seleção
    das armas e veículos a serem usadas no crime, e, inclusive, até o
    próprio ato executório. Esse acompanhamento foi feito? Acreditamos que
    sim, até porque, é decorrência lógica do próprio inquérito. Ora, se a
    polícia realmente fez “o dever de casa” e investigou tudo, como se
    justifica que, mesmo tendo acesso a informações detalhadas previamente
    ao crime, não impediu o homicídio? Diante dos sucessivos assassinatos
    cometidos pela quadrilha, como se explica a inércia policial durante
    oito meses? Seria correto afirmar que é tão difícil condenar um
    criminoso no Brasil, que a polícia só encerra a investigação quando
    possui “provas de sobra” contra ele? Ora, no caso de Trindade a
    diferença entre “provas suficientes” e “provas de sobra” poderia ser
    medida pelo número de corpos, sendo a primeira incógnita desconhecida,
    porém, certamente inferior a segunda, que corresponde as 24 mortes
    contabilizadas na investigação. É assim que as autoridades e a
    sociedade querem enxergar a questão da segurança pública? Caso
    negativo seria preciso agir, e rápido. É fato que o Estado precisa
    garantir os direitos constitucionais dos réus, sem sacrificar os da
    sociedade. Entretanto, com base em tudo o que foi exposto, será que
    isso efetivamente ocorreu? Os acusados presos em Trindade terão todas
    as garantias constitucionais de um julgamento justo, com direito a
    ampla defesa e ao contraditório, sendo que contra eles, o ministério
    público apresentará provas fartas e colhidas de maneira legal pela
    autoridade policial. Entretanto, e quanto às garantias constitucionais
    das vítimas da quadrilha? O direito a vida – também inscrito em nossa
    Carta Magna – lhes foi tirado, por assim dizer, diante dos olhos e
    ouvidos da polícia. Além disso, lhes foi negado também o direito de
    defesa, tendo em vista a condenação por um arremedo de tribunal
    composto por criminosos, sem possibilidade de recurso da decisão
    arbitrária e ilegal e com execução imediata a cargo de algozes
    impiedosos. E, em terceiro lugar, não podemos esquecer que o nosso
    ordenamento jurídico veda a pena capital. Portanto, as vítimas tiveram
    seus direitos triplamente desrespeitados. Em resumo, qual o justo
    equilíbrio entre os direitos dos investigados, quando em oposição
    direta aos direitos dos demais cidadãos? O assunto é complexo e exige
    grande reflexão, porém, algumas coisas já poderiam ser feitas para
    minimizar problemas como os de Trindade. Sabemos que, no geral, nossos
    governantes investem pouco na polícia, que salvo raras exceções,
    padece com baixos salários, deficiência de treinamento, além de
    conviver com instalações e equipamentos deficientes. Essas mazelas
    precisam de correção efetiva e adequada. Além disso, o melhor
    relacionamento e intercâmbio de informações entre polícia, ministério
    público e judiciário, poderia dar maior agilidade as investigações,
    especialmente no tocante a obtenção das autorizações judiciais para
    interceptação telefônica e outras provas, tudo em benefício da rapidez
    e celeridade na conclusão dos inquéritos. Devemos lembrar, por
    exemplo, que com a facilidade de locomoção e comunicação atualmente
    disponíveis, o surgimento de grupos criminosos ficou muito facilitado,
    exigindo da polícia a adoção de novas formas de investigação, algumas
    ainda vistas com ressalvas. Como uma quadrilha atua à margem da
    sociedade, não pode contar com meios de solução de conflitos
    acessíveis ao cidadão honesto. Portanto, sua coesão depende
    basicamente da confiança mútua. Rompido este elo, o conjunto vai cair
    como um castelo de cartas. Um bom acordo com integrante de organização
    criminosa pode abreviar significativamente, e, inclusive, melhorar o
    conjunto de provas de qualquer investigação policial. Basta lembrar o
    julgamento da Ação Penal 470 (Mensalão). O castelo de cartas da
    quadrilha começou a ruir quando um dos seus integrantes, o ex-deputado
    Roberto Jefferson, preterido nos acertos e nas decisões, resolveu
    denunciar o esquema. Sem o conhecimento do “modus operandi” da
    organização, provavelmente a polícia federal jamais teria chegado
    perto dos seus líderes, encastelados que estavam nas altas esferas do
    poder político federal.

    Entretanto, se realmente queremos segurança pública de qualidade, é
    preciso ir além dessa remodelação da própria atividade policial. De
    fato, mesmo quando a polícia consegue finalizar com sucesso o
    inquérito, permitindo que o ministério público ofereça a denúncia, os
    percalços continuam. Um dos casos emblemáticos foi o do jornalista
    Pimenta Neves, que em agosto de 2000, de maneira covarde assassinou a
    sua até então namorada, Sandra Gomide, com dois tiros pelas costas
    quando esta manifestou a vontade de romper o relacionamento entre
    ambos. Nunca existiu nenhuma dúvida quanto a autoria do crime, nem
    quanto ao motivo fútil e injustificado, e nem quanto ao caráter
    bárbaro, covarde e traiçoeiro do ato. Entretanto, usando toda a sorte
    de recursos legais disponíveis, durante quase onze anos o acusado
    conseguiu protelar o trânsito em julgado da sentença condenatória. Ele
    só foi efetivamente preso em maio de 2011. É inconcebível como o nosso
    sistema legal permitiu que isso ocorresse. Entretanto, esse mesmo
    sistema legal que tanto demorou a dar uma resposta efetiva para a
    sociedade, não tardará muito para conceder a progressão de regime,
    permitindo que o assassino obtenha o direito de cumprir a pena no
    semiaberto. Na verdade, hoje em dia poucos duvidam que as garantias
    concedidas aos acusados de crimes estão sendo indevidamente realçadas
    e isto em detrimento das garantias da sociedade brasileira, o que é
    perigoso. Afirmação leviana? Recentemente a cidade de São Paulo foi
    abalada com a notícia(2) de um assassinato cruel e absurdo, que
    vitimou uma mulher em rua central da cidade. O autor do delito,
    ex-marido da vítima, posteriormente se apresentou na delegacia,
    confessou o crime, foi indiciado e liberado para responder em
    liberdade. Curiosamente, ainda na delegacia, a polícia pesquisou os
    antecedentes do acusado, tendo constatado que ele já respondia por
    outro homicídio. Ora, não podemos negar que quando o Estado deixou de
    tomar medidas enérgicas por ocasião da primeira acusação de homicídio,
    manteve a porta aberta para este segundo assassinato. Quem garante que
    essa porta, novamente aberta, não tenha como resultado uma terceira
    vítima? Quero deixar claro que sou favorável a manutenção de garantias
    legais na esfera criminal, pois são conquistas árduas e que em muito
    contribuíram para solidificar de maneira eficaz os valores
    democráticos na sociedade brasileira. Entretanto, situações como as
    que foram acima retratadas nos obrigam a refletir melhor sobre suas
    características e formas de aplicação.

    Não podemos negar que os problemas citados anteriormente produzem no
    povo brasileiro, uma sensação de verdadeira descrença no trabalho e na
    capacidade da polícia em manter a ordem, bem como uma descrença no
    sistema legal, que impediria a adequada punição dos criminosos. Esse
    conjunto de fatores deletérios que assola o país traz consigo o
    descrédito nas instituições. Existe um sentimento generalizado na
    sociedade indicando que nas altas esferas dos poderes da república,
    parcela significativa de seus integrantes procura satisfazer apenas
    seus próprios interesses, de certo modo esquecendo que tanto a
    legitimidade como a autoridade de seus cargos, em última análise,
    emanam do povo brasileiro. Exagero? Segundo nota de imprensa(3), no
    dia 8 de novembro de 2012 a esposa de um deputado federal foi
    assaltada em Brasília, quando chegava em sua residência. Curiosamente
    no dia 13 de novembro a Câmara Federal teria firmado contrato de mais
    de cinco milhões de reais para prover segurança privada para todos os
    blocos de apartamentos nos quais residem os deputados e familiares.
    Ainda que os fatos não tivessem nenhuma relação direta entre si, é
    estranho que nenhum parlamentar tenha subido na tribuna do plenário
    para iniciar um debate a respeito do problema da segurança pública do
    país. De fato, se até uma área rica, influente e importante, situada
    dentro do núcleo de poder de Brasília precisou recorrer ao uso de
    guardas particulares, o que estaria acontecendo no restante da nação?
    Uma pergunta óbvia, porém, apenas para alguém disposto a olhar além da
    soleira da própria porta. Um fator preocupante quando se trata desse
    sentimento de falência das nossas instituições republicanas, é que de
    certa maneira o judiciário está pagando pelas falhas do legislativo e
    do executivo no cumprimento de suas obrigações constitucionais. E paga
    um preço bem elevado! O cidadão, diante dessa violência crescente,
    perde o foco quanto a omissão do legislativo em melhorar o nosso
    ordenamento legal, bem como quanto a omissão do executivo na adoção de
    políticas sociais e melhoria do aparato policial, pois em última
    análise ele olha detidamente para o judiciário, esperando a correção
    do que estava errado e desejando a aplicação da justiça. Quando não é
    atendido, infelizmente o Poder Judiciário recebe a maior parte da
    indignação, perdendo prestígio e respeito aos olhos do indivíduo e,
    claro, da sociedade também.

    Quero deixar claro que na questão da segurança pública, é evidente que
    o Estado está perdendo o controle da situação. Isso é péssimo para a
    sociedade. Entretanto, paradoxalmente sou de opinião que isso também é
    péssimo para os próprios criminosos. Senão, vejamos. A análise do
    inquérito de Trindade indica que, quando a investigação começou os
    integrantes da quadrilha eram apenas suspeitos, porém, quando
    terminou, eles estavam sendo formalmente acusados pelos 24 homicídios,
    todos cometidos durante os oito meses de monitoramento policial.
    Certamente o número e a gravidade dos delitos, são variáveis que terão
    impacto significativo no cálculo da pena dos criminosos, indicando que
    devem receber longas penas de prisão. Ora, não seria lícito supor que,
    nesse caso, por não terem mais nada a perder, tais indivíduos
    abandonariam quaisquer escrúpulos quanto ao cometimento de novos
    crimes, tornando-se assim irrecuperáveis. Por outro lado, se o país
    possuísse uma legislação penal mais efetiva, permitindo uma
    intervenção da polícia, ministério público e judiciário logo que a
    periculosidade da quadrilha ficasse evidente, com aplicação de sanção
    penal adequada ao que já fora praticado, seria esperado que pelo menos
    alguns dos criminosos, sentindo o peso imediato da responsabilidade
    pelos atos cometidos, tenderiam a se afastar da criminalidade. Nesse
    caso, com condenações menores devido a ação precoce dos agentes
    públicos, seria esperado que um bom trabalho de ressocialização
    surtisse efeito positivo, tornando-os receptivos e propensos ao
    retorno para convívio na sociedade. Para ilustrar melhor essa
    questão, tomemos o caso da adolescente de quinze anos, acusada de
    matar um turista com um tiro no peito durante assalto. O crime ocorreu
    na baixada santista, em janeiro deste ano. Ela foi detida no início de
    abril em Franco da Rocha, junto com dois criminosos, usando um veículo
    roubado. Segundo noticiado(4), antes do latrocínio ela já tinha tido
    cinco passagens pela polícia: duas por tráfico de drogas, uma por
    furto e duas por receptação de motos roubadas. Ora, tudo indica que no
    passado o Estado desperdiçou cinco oportunidades para realizar um
    trabalho de recuperação dessa adolescente. De fato, inexistindo a
    prática de atos de violência, antes de optar por medidas restritivas
    de liberdade, o Estado deveria prestar apoio na tentativa de
    restauração do grupo familiar em processo de desagregação, através de
    projetos de educação, saúde, oferecimento de cursos
    profissionalizantes, ações que, bem sucedidas, poderiam ter recuperado
    a jovem e evitado no momento atual esse assassinato bárbaro de um pai
    de família. Por outro lado, como o noticiário deixa transparecer que
    ela não possui mais quaisquer laços com a família, convivendo apenas
    com criminosos, esse processo de recuperação executado nos dias de
    hoje talvez não obtenha nenhum resultado prático. Na verdade, o mais
    provável é que após sair da Fundação Casa, para onde foi encaminhada
    pela Justiça, essa adolescente retorne para a vida de crimes, porém,
    nesse caso, tendo atingido a maioridade, será julgada como adulta,
    virando estatística do sistema prisional. A dúvida que fica é se a
    vida de outro pai de família terá sido ceifada quando isso acontecer.
    Como se vê, na verdade o Estado espera o indivíduo atingir os últimos
    estágios na vida de criminalidade, para só então atuar, e o faz
    lançando-o na prisão. Portanto, não espanta o problema da superlotação
    das prisões, que é um fato, porém, é mera consequência desse modelo de
    segurança pública que o Estado brasileiro adotou, o qual prioriza a
    prisão do criminoso e não a prevenção da criminalidade.

    Essa mudança de paradigma certamente teria ótimo efeito para a
    sociedade brasileira e até evitaria futuros vexames nacionais e
    internacionais. De fato, não podemos esquecer que muito em breve o
    Brasil vai sediar grandes eventos, e nesse caso, soa lógica a seguinte
    pergunta: Do ponto de vista da segurança pública, estamos preparados?
    Existem dúvidas. Reportagem da imprensa no Rio de Janeiro(5) informa
    que no primeiro semestre de 2012 a polícia prendeu uma quadrilha que
    aplicava golpes em turistas, roubando cartões de crédito e bancários
    das vítimas. As investigações duraram entre dois e quatro meses (a
    reportagem é contraditória nesse aspecto), e o número de vítimas foi
    elevado, sendo que algumas só se deram conta do golpe, depois que
    retornaram para casa, ao receberem a fatura dos cartões. O que vai
    acontecer, por exemplo, durante a copa do mundo, nas várias cidades
    escolhidas para sediar os jogos? A polícia, o ministério público e o
    judiciário terão condições de dar resposta rápida para os turistas e,
    é claro, também para a sociedade brasileira, quando vítimas da ação
    dessas quadrilhas? Ou pelo contrário, seremos notícia internacional,
    pela demora no combate ao crime e a violência?

    No passado criou-se a expressão: “Que o criminoso fique certo, a
    justiça chegará galopando”. Na época provavelmente o cavalo era o meio
    mais rápido e eficiente de locomoção, e a frase indicava que o
    criminoso seria logo alcançado e castigado segundo as leis vigentes.
    No Brasil atual, tendo em vista os fatos narrados anteriormente, com
    certeza a palavra “galopando”, não representa a nossa realidade. Pelo
    contrário, é com tristeza que afirmo que nossa justiça parece chegar
    numa cadeira de rodas, e que, em decorrência do estado de nossas vias
    públicas e falta de acessibilidade nas edificações, em muitos casos,
    nem chega para os criminosos.

    frbferreira@ig.com.br
    (11) 99590-7799

    (1) http://g1.globo.com/goias/noticia/2013/01/audio-mostra-preso-ordenando-mortes-por-telefone-diz-policia.html
    (link confirmado em 10/04/2013)*
    (2) http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2013/01/familia-de-paraibana-morta-em-sp-se-revolta-com-liberdade-de-suspeito.html
    (link confirmado em 10/04/2013)
    (3) http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=216480
    (link confirmado em 10/04/2013)
    (4) http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1257794-presa-adolescente-suspeita-de-matar-turista-em-praia-grande-sp.shtml
    (link confirmado em 10/04/2013)
    (5) http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/07/policia-prende-quadrilha-suspeita-de-aplicar-golpe-boa-noite-cinderela.html
    (link confirmado em 10/04/2013)

  3. Pedro Cardoso da Costa disse:

    Um filho a cada falha
    Existem alguns problemas que são mesmo de difícil solução. Destes, alguns têm explicações plausíveis, outros, só a complexidade humana é capaz de explicar. Um desses problemas eternos é o nascimento de filhos de forma desordenada sejam de solteiros, amasiados ou casados.
    Há microrregiões em que alguns homens se tornam reconhecidos pela quantidade de filhos que despejam no mundo, verdadeiros reprodutores, como se autodenominam, criados geralmente pelos avós maternos. Muitos são admirados e imitados. Nessa situação em particular, o problema seria bastante minimizado se o Ministério Público, por meio dos promotores, tomasse consciência do seu papel e processasse a todos, por maus-tratos ou abandono de incapazes, nos casos mais graves, e os demais pela concessão de pensão alimentícia.
    Muitos pais não dão formação necessária aos filhos para fazerem a opção de planejar ter filhos planejados, seja do ponto de vista da renda necessária para alimentá-los, ou para adquirir moradia ou suficiente para uma formação educacional. Em alguns ambientes familiares existem mesmo bastante conivência e permissividade. Nos grupos há uma valoração distorcida. Como regra as amigas realizam um chá de bebê, o incentivo necessário à gravidez de jovens e a visão de que a questão material estaria resolvida. Depois, sofrem crianças, pais, avós e todos que tenham um relativo senso social.
    São diversos argumentos a justificar o número de filhos acima das possibilidades mínimas de cuidados, independente de ser um, serem dois ou mais. Toda vez que se pratica um ato sexual capaz de engravidar, deve-se ter a noção exata que a falta de prevenção trará uma gravidez naturalmente.
    Todas as igrejas, os sindicatos, as ONGs, os governos e familiares deveriam informar aos jovens com clareza absoluta dos riscos da gravidez, e cobrar responsabilidade total dos seus pupilos, de forma incisiva, quando arrumassem filhos. Nada de passar a mão na cabeça; nada de dar moleza; nada de assumir o lugar de quem os fez. O adágio “quem pariu Mateus, balance”, tem que ser levado ao pé da letra. O Ministério Público e a Justiça têm que atuar em defesa do bem-estar das crianças e penalizar os pais que as abandonassem ou não cuidassem devidamente, para respaldar o princípio básico de toda pena, que é servir de exemplo.
    Todos os pontos aqui abordados servem para mulheres e homens. Jamais se deve diminuir a responsabilidade deles ou referendar o machismo pela quantidade de filhos. Essa posição vai além da tolice, traz consequências sociais graves para todos. Enquanto os pais irresponsáveis não forem para cadeia por deixar filhos abandonados pelo mundo, infelizmente, a sociedade ainda vai presenciar pessoas fazendo filhos por divertimento ou por afirmação sexual. As desculpas da falha do remédio ou do rasgão da camisinha não colam mais nos dias atuais, pois até já existe a pílula para o dia seguinte.
    Facilitar o acesso à cultura, à prática de esporte, ao artesanato, à música, mostra um lado bom da vida que não substitui a necessidade de procriar. Mas a consciência sobre a necessidade de cuidar dos filhos é o vetor preponderante para acabar de vez com a fabricação de filho como se fosse produção numa indústria. Colocar filho no mundo deveria ser encarada por todos com muito mais seriedade.

    Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
    Bacharel em direito

    Favor fornecer email para sugestão de pauta diretamente.

    Nenhuma pessoa está fora ou acima da cidadania

  4. Luiz Benedito Ponzeto disse:

    Bom dia.
    Estou publicando o meu livro “DIÁRIO DE UM DIRETOR DE ESCOLA”. Existe a possibilidade de divulgação nesse jornal?
    Obrigado.
    Luiz Benedito Ponzeto
    https://clubedeautores.com.br/book/146585–DIARIO_DE_UM_DIRETOR_DE_ESCOLA

  5. daniella Cardoso disse:

    BOm dia,

    Por favor gostaria de um contato para orçamento de um classificado de empregos.

    Att

    Daniella Cardoso

  6. Gilvan Barbosa Gama disse:

    ———- Mensagem encaminhada ———-
    De: gilvan barbosa gama
    Data: 10 de outubro de 2013 13:46
    Assunto: Aguém precisa tomar uma posição a favor da saúde.
    Para: prefeito@uerupes.sp.gov.br

    Dengue… Tudo aquilo que as autoridades omitem ao cidadão, sabe-se lá o por quê!!!

    MD. Prefeito da Cidade

    Meus respeitos e saudações.

    Tanto a dengue é supra partidária como a sua solução, a nível de tratamento profilático e clínico, é elementarmente simplória. A primeira idéia é endereçada aos políticos; a segunda, às nossas autoridades da Saúde, que são pródigas em produzir desculpas quando se omitem e não avalizam o óbvio que deveria ser uma vacina com no mínimo 90% de resposta à patologia. Pedidos de desculpas pela ocorrência da epidemia no Brasil, soam como piada de péssimo gosto. Desculpa não cura nem ressuscita ninguém.Morreu,acabou. É importante também lembrar que ensinar aos adolescentes a abandonar bermudas e chinelos para evitar a picada do mosquito nas pernas, da mesma forma chega-se à comicidade. Se o mosquito não alça vôo acima de um metro e meio, por quê então cobrir as caixas de água que estão nos telhados muito acima de metro e meio? Sugiro que as autoridades da Saúde deixem de lado a discussão sobre o sexo dos anjos,e sobre a época do cio das ostras do mar de coral, e façam um ensaio terapêutico sério com o extrato de própolis das abelhas, que está mais próximo, para que constatem aquilo que já não é mais novidade em algumas regiões africanas. Usam por lá a própolis das abelhas no tratamento profilático e clínico tanto da dengue quanto da malária. Diante deste quadro caótico e nada animador, proporcionado pelas nossas ditas autoridades,, toda e qualquer solução medicamentosa com comprovada eficácia contra à dengue e a malária,, vinda de onde vier, será aceita de bom grado. Como de costume, e sem falta durante o verão, teremos na região sudeste, mais uma epidemia de dengue, já anunciada, até meados de abril de 2014. Se tal acontecer,rogo ao grande arquiteto que nos proteja, pois teremos de salvar vidas a qualquer custo,visto que a cepa do próximo verão virá mais letal que a de 2013. Só então depois de tratada a dengue, argumentaremos sobre a validade científica deste ou daquele fármaco que se usou para tanto. É bom lembrar ainda que a saúde precisa muito mais da humildade profissional neste momento que da arrogância acadêmica de alguns pós graduados em febres tropicais que até a presente data falaram um monte, prometeram o mundo e o fundo e de prático e de sano nada apresentaram. Doutores … Onde está a vacina contra a dengue prometida para 2011?
    Gilvan Barbosa Gama, Piúma ES, Tel (28) 35201211/ 88081011

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